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Marcus Vinícius
Faustini Faustini cresceu na Zona Oeste do Rio de janeiro em Santa Cruz no conjunto habitacional Cesarão . Nos anos 80 conciliava o teatro amador com outras atividades. Foi vice -presidente da AMES (Associação Municipal de Estudantes Secundaristas)sendo um dos principais lideres estudantis da época na conquista do passe livre como noticiaram os jornais. Nos anos 90 formou-se pela Escola de Teatro Martins Pena. Criou então uma Companhia de Teatro com trabalhos focados em peças nacionais, com ênfase social que reunia atores experientes ,com expessão na mídia e jovens atores oriundos de comunidades da Zona Oeste .Foi desta forma que o grupo realizou a montagem da peça ELES NÃO USAM BLACK TIE, de Gianfrancesco Guarnieri em 2000/2001 reunindo atores como: Sebastião Vasconcelos, Ana Lúcia Torres , Eduardo Moscovis e Vinicius Oliveira, além dos atores vindo de comunidades. A montagem foi considerada pela crítica especializada como uma das melhores do ano e fez com que o autor Gianfrancesco Guarnieri na temporada paulista da peça desse uma declaração na imprensa que tinha reacendido sua vontade de escrever depois do que assistiu. Desde então Faustini e Guarnieri ficaram parceiros e já vão para o terceiro espetáculo juntos. Durante esse período Faustini continuou seu trabalho na região onde cresceu e nos últimos 4 anos desenvolveu uma oficina em Itaguaí/Santa Cruz por onde já passaram mais de 300 pessoas. Essa oficina também foi premiada pela prefeitura de Itaguaí/Unesco por seu valor na contribuição da cultura na região. Por outro lado, Faustini desenvolveu outras atividades nestes anos, foi um dos realizadores do também elogiado Seminário das Utopias ao Mercado que juntou intelectuais e artistas importantes como Maria Rita Khell, Marcelo Yuka, Carlos Zilio, entre outros. Em 2002 dirigiu seu primeiro filme Chão de Estrelas ,um documetário sobre a vida do artista brasileiro, que reunia depoimentos de Fernada Montanegro até um travesti que desejava ser ator para falar das dificuldades e do sonho dourado de ser ator no país. O documentário foi bastante elogiado pela crítica e participou de dois festivais. No ano de 2004 dirigiu a remontagem do clássico setentista Hoje é dia de Rock, de José Vicente e assumiu a convite da Prefeitura do Rio a direção artística do TEATRO DA CIDADE DAS CRIANÇAS, em Santa Cruz, onde criou o projeto REPERIFERIA, que considera o principal de sua trajetória. Em apenas um ano de funcionamento o teatro e o projeto já receberam mais de 100.000 espectadores para assistir os espetáculos que Faustini está levando para lá. Já passaram por lá grupos como: Afroreggae, Nós do Morro, Carroça de Mamulengos, Cordão do Boitatá, o artista Luis Carlos Vasconcelos com seu palhaço Xuxu, entre outros . Todas atividades do teatro tem acesso gratuito. Além das apresentações o teatro está incentivando os grupos de teatro ,grafitte e cultura popular da região. Além disso criou uma oficina de criatividade onde 400 alunos de comunidades da região estão fazendo aulas de teatro,cinema, circo ,maracatu, jongo,dança ,canto entre outras atividades. É a primeira vez que a zona oeste do Rio de janeiro recebe um projeto de impacto como esse. Nesse momento Faustini está lançando seu segundo documentário, ”Carnaval, bexiga, funk e sombrinha“ sobre o universo contraditório das turmas de clóvis/bate-bolas que existem na periferia do Rio. Além disso, acaba de começar a filmar seu próximo documentário ,baseado na história de um menino que deseja por o nome NIKE como sobrenome. A partir disso, o filme fala sobre o consumo na juventude da periferia.
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